Conheça Benjamin Clementine, a delicadeza do novo som londrino

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Na última sexta, o cantor e compositor Benjamin Clementine ganhou o Mercury Music Prize 2015, prêmio que consagra o melhor artista britânico do ano. Para quem não está habituado, o Mercury tem fama de ir pelo menos óbvio e apostar em new voices. Tanto é que, nos últimos anos, James Blake e alt-J entraram para a lista de ganhadores.

Confesso que, até então, também não conhecia muito do som dele – muito menos sobre o cantor, mas só precisei de “London” para ficar convencida. Benjamin mesmo explica que sua música não é muito mainstream. Também pudera, tenor com ares dramáticos, ele toca acompanhado ao piano e, se há alguém com quem comparar, seria Nina Simone.

Nascido em Gana, o músico se mudou para o norte de Londres quando ainda era criança e cresceu numa família restritiva e religiosa. Aos 16, largou a escola por não agüentar o bullying e começou a pegar alguns bicos como modelo da Abercrombie & Fitch, morando no sofá de um amigo.

Em 2009, ele largou tudo e foi para Paris só com sessenta libras no bolso, na cara e na coragem. Teve que morar na rua e juntou dinheiro como busker até conseguir se estabelecer num hostel – e foi só aí que aprendeu a tocar violão, piano e bateria, tudo sozinho.

Não por acaso, conquistou a admiração de muitos outros músicos; Charles Aznavour, Bjork e Paul McCartney inclusos nessa lista. “Fiquei muito emocionado depois da música (quando tocou pela primeira vez na TV) e queria ficar sozinho. Mas, enquanto eu passava no corredor, alguém me puxou pela mão”, relembrou Benjamin numa de suas entrevistas recentes. Essa pessoa era Sir Paul McCartney, que o incentivou a continuar tocando. Para poucos.

Hoje, ele comemora o contrato com a EMI e o sucesso de seu álbum de estréia, “At Least For Now”, dedicando o prêmio às vítimas dos ataques em Paris. “Acredito que, quando uma música é tocada ou cantada, no fundo há um tipo de graça e entendimento. E é isso que quero para a humanidade. Esse é o ponto da minha música”.

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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