Entrevista: The Outs e tudo o que você pode esperar do Lollapalooza

Acompanhamos o The Outs há um tempão – e olha que um tempão inclui antes do Breakout Brasil, competição que “descobriu” várias bandas boas espalhadas pelo país. De lá para cá eles amadureceram, começaram a compor em português e foram parar até no lineup do Lollapalooza, abrindo o palco Ônix!

Nas vésperas do festival, a banda do RJ aproveitou para lançar o clipe de “O Tempo Fala”, que é pra gente aprender as letras a tempo e curtir todo seu psicodelismo direto da grade no sábado. Diferente dos anteriores, esse traz um enredo e é assinado por Anderson Ferreira. Olha o resultado:

Já aprendeu por aí? Porque a banda está focada na preparação para o festival e eu aproveitei para conversar com o Dennis sobre o que esperar do show deles. Vem!

Já caiu a ficha de que vocês vão tocar no Lolla? Começaram a preparação?

Agora que tá bem pertinho do festival, estamos sentindo mais forte tudo. Acho que a ficha só vai terminar de cair quando passar tudo e a gente puder lembrar de cada momento. Estamos já há umas duas semanas basicamente focados no festival e preparando tudo.

Vocês pensaram no setlist? No fim vai ser mais ou menos o tempo de um show fora de festival, né?

Agora o setlist está mais definido, praticamente fechado. Até que pra um festival grande é um bom tempo pra se apresentar! Geralmente os shows tem sim uma média de 1h. O legal é que vai dar tempo de passarmos por músicas de várias fases da banda até aqui.

E vai rolar algum cover também? Oasis, de repente?

Hahaha! Vai rolar um cover sim, só que isso vai ser surpresa! O que posso adiantar é que vai rolar uma participação especial do Marcelo Gross (Cachorro Grande) no som que vamos fazer!

Como você definiria um show do Outs em três palavras, pra quem vai ver pela primeira vez?

Não-sei-definir!

Todo mundo deve estar perguntando a mesma coisa, mas como surgiu o convite para abrir o palco Onix?

Se for pra fazer uma retrospectiva, na real tudo começou quando fomos gravar o Percipere. Isso chamou o interesse da Deck (gravadora), e logo eles acharam que tínhamos a cara do festival. Eles indicaram a gente e a galera do festival se amarrou, e assim pintou o convite!

Falando no Percipere, como foi o processo de começar a escrever em português? Foi algo premeditado depois do Breakout ou ~aconteceu?

Um pouco dos dois. Dentro do Breakout, acabamos tendo nossa primeira experiência com a nossa língua e achamos que funcionou, tinha mais caldo para tirar dali. Saímos de lá querendo explorar mais. Mas foi uma vontade que partiu de nós mesmo, estávamos no momento pra isso.

Foto: Brenda Martins

Da última vez que a gente conversou, vocês tavam falando de abrir um selo. A ideia foi pra frente?

A ideia foi pra frente sim, lançamos o Marmalade Land e o novo disco foi lançado em parceria entre a Deck e o Novadema Records. Também lançamos um EP da banda Cafe Republica. Não conseguimos ainda dar o ritmo certo para o que a gente gostaria de fazer com ele, mas a ideia é que a gente consiga se concentrar mais nele mais pra frente, soltar mais bandas e tudo mais.

Se vocês pudessem levar mais alguém pro lineup, quem levariam?

Se eu pudesse levar uma banda pro lineup desse ano, acho que levaria o Pond.

E se pudessem fazer uma jam com alguém do lineup?

Das bandas gringas, eu me amarraria de tocar com o Duran Duran!

Pra finalizar, o que vocês esperam depois do Lolla? Tem planos pra esse ano que a gente não tá sabendo?

Nosso plano principal é conseguir circular mais, ganhar espaço em festivais pelo país e tudo mais. As coisas sempre foram meio fechadas para nós, e esperamos que a oportunidade no festival abra essas portas. O próximo show depois do Lolla é em Manaus, primeira vez que vamos para o Norte do país, no Festival Noites do Norte. Depois do Lolla vamos sentar pra pensar em próximos passos. Quero ter um momento pra voltar ao estúdio e compor coisas novas!

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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