Jennifer Lawrence, Emma Stone e mais atrizes debatem sobre assédio e diferenças salariais no THR

O The Hollywood Reporter deu voz às principais atrizes da temporada, levantando temas polêmicos, mas que precisam ser discutidos, em um bate-papo que, no fim, teve clima leve. Participaram Jennifer Lawrence, Emma Stone, Jessica Chastain, Allison Janney, Mary J. Blige e Saoirse Ronan, todas com filmes recém-lançados (ou prestes a).

Separei as melhores partes desse bate-papo para dividir com vocês. Dá uma olhada:

Sobre ser possível mudar a cultura do abuso de poder

Jennifer Lawrence: Às vezes – já aconteceu comigo: eu finalmente decidi me impor e, quando estava indo até o banheiro do trabalho, um dos produtores me parou e começou ‘sabe, nós conseguimos ouvir você no microfone, e você foi muito insolente’. O que não era verdade, mas basicamente meu trabalho estava ameaçado porque o diretor disse uma merda para mim e eu respondi ‘você não pode falar assim comigo’. E eu fui punida, fiquei com medo de não ser contratada de novo.

Emma Stone: É, você era “difícil”.

J. Law: É, já falaram que eu sou difícil e um pesadelo. Acho que muitas mulheres não estão se pronunciando porque tem medo de não conseguir outro trabalho. Precisamos ser capazes de dizer “isso é errado” e ver algo acontecer em vez de ouvir “Oh, é errado? Então você tá na rua”.

Sobre a diferença de salários em Hollywood

Jessica Chastain: Eu não entendo – se você é de uma agência de sucesso, então sabe o quanto todo mundo está tirando com os filmes – como um agente acha OK você receber um terço do que seus companheiros de cena? Depois de “Zero Dark Thirty”, recebi muitos roteiros com mulheres protagonistas e eles não queriam fechar o acordo até saber quem seria o ator principal, porque precisavam fechar com ele primeiro para ver o quanto sobrava.

Eu decidi não fazer mais isso. Então daqui pra frente, se alguém tem algo para mim, então ótimo, vamos fechar o contrato (agora). Mas também se alguém aparece só para três semanas de um filme de dois meses, eles não vão receber mais que eu.

J. Law: Agora é muito mais fácil de receber um pagamento justo. Foi esse o motivo de ter me pronunciado sobre o assunto (depois que hackearam a Sony e revelaram que ela recebia menos que os atores) – estamos na indústria, todo mundo acompanha nossa vida. Se nós estamos passando por isso, todas as mulheres do mundo também passam. O problema mesmo é a normalização do assunto. É esse o motivo por que seu agente não pensa duas vezes antes de aceitar o terço que o ator que vai contracenar com você, porque esse foi o padrão por muito tempo.

E uma curiosidade aleatória: sabia que J. Law também fez o teste para “Easy A”? Foi um dos papeis que ela mais queria na época, mas como a gente bem sabe, o papel ficou com Emma. Parece que deu certo no final – para as duas!

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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