O encontro do Brasil com o Japão no onírico trabalho da FERALKAT

Brasil e Japão deu bossa. Bossa, city pop e synthpop. Pelo menos nas mãos da talentosa FERALKAT, codinome artístico de Natasha Durski. A cantora, produtora musical, compositora e multi-instrumentista propõe esse encontro inusitado e poético entre a música brasileira e japonesa, que atravessa desde o novo single até a arte da capa.

Foto: Divulgação // Maicon Garcia

“Eu quis trazer uma reflexão sonora sobre os caminhos que fazem a música brasileira e japonesa se encontrarem e convergirem. No nome da canção já estão os elementos que busquei tomar como base para compor e também como todos eles colidem com o universo sonoro da ‘FERALKAT’”, ela explica.

E o nome, “SAKAMOTO BOSSA NOISE サカモトボッサノイズ, já diz mesmo a que veio. A homenagem explícita ao compositor japonês Ryuichi Sakamoto se faz tanto por sua trajetória no Yellow Magic Orchestra quanto pelos trabalhos solo e trilhas sonoras. É ele que serve não só como inspiração, mas como espírito condutor da faixa, que costura ainda elementos da bossa nova e do samba ao synthpop e noise rock.

Na capa, essa fusão se desenha pela inspiração de clássicos da bossa nova e do jazz (como “Wave”, de Tom Jobim) e por discos de Ryuchi Sakamoto, combinando um letreiro minimalista, tipografia inspirada na animação “Akira” e foto.

Essa nova música chega para mostrar outras facetas do álbum “KARUKASY”, previsto para o segundo semestre. Em contraste a ela, “Tsunami”, lançada anteriormente, se entremeia pelo rock, trabalhando elementos mais orgânicos, em oposição aos sintetizadores atmosféricos e o theremin desse bossa noise.

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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