Resenha: O Instituto – Stephen King

Por muito tempo, achava que escrever qualquer coisa sobre os livros de Stephen King seria uma audácia. O sentimento não me abandonou 100% – mas, agora, consigo uma régua de comparação justa o suficiente: com obras do próprio.

“O Instituto” chegou em momento oportuno. Sabe quando você acaba uma leitura e não sabe bem para onde ir na sequência? Então. Para completar, a sinopse prometia o irresistível para quem é fã de Stranger Things e It: poderes paranormais e um grupo de crianças dispostas a usá-los.

Além disso, foi um grande companheiro de viagem

O primeiro capítulo, focado em Tim Jamieson, foi um balde de água fria, dando a impressão de que seria uma história parecida com a de “Doutor Sono”. Mas as comparações pararam aí. Logo somos apresentados a Luke Ellis, um minigênio que pretende fazer duas faculdades ao mesmo tempo. Isso aos doze anos.

No entanto, não é o QI elevado que o leva a ser recrutado para o Instituto – não que recrutado seja a palavra certa, tá mais para raptado – e, sim, sua capacidade de virar travessas de pizza com o poder da mente. Em meio a testes, procedimentos e ameaças da equipe de funcionários, somos apresentados ao resto do grupo, incluindo Kalisha, Nick Wilhom (o maior crush do rolê) e Avery Dixon, um garoto de dez anos com uma habilidade telepática acima da média.

Mais diverso do que nunca, é reconfortante encontrar as mulheres (and meninas) fortes nos livros de Stephen King. A leitura flui com facilidade, principalmente em meio a referências atuais da cultura pop, como George R. R. Martin e a Rihanna.

Apesar de não ser um grande clássico, como “O Iluminado”, “O Instituto” disparou como um dos preferidos entre os tantos que King já lançou – e, com certeza, figura no top 3 dos livros desse ano.

Nota: ★★★★★

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Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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