Resenha: The Good Lie – A. R. Torre

The Good Lie poderia facilmente trocar de nome para The Good Liars. Só o começo já foi o suficiente para pescar a atenção: o acusado por uma série de assassinatos arranja como advogado ninguém menos do que o pai de uma das vítimas.

A partir dessa premissa, entramos em um thriller que gira em torno de Gwen, psicóloga especializada em homicidas – estejam eles na fase da ideação ou não. Ela é contratada pela defesa para traçar o perfil do Bloody Heart Killer e provar que o acusado não poderia ser realmente o assassino identificado por uma das vítimas que conseguiu escapar.

Apesar da dinâmica batida de psicóloga sexy e rica se envolve com advogado sexy e rico, A. R. Torre consegue desviar de caminhos muito óbvios. Sua escrita é rápida e dinâmica, com pontos de vista se alternando a cada capítulo, o que só acrescenta à trama.

E, o que pra mim é um dos pontos fortes aqui, nenhum de seus personagens é 100% bom ou mau. São multifacetados e complexos, muitas vezes tomando decisões, no mínimo, questionáveis.

Não tive contato com outros livros da autora, que usa esse pseudônimo para os thrillers, mas já ouvi dizer sobre sua versatilidade. De romance a colunas em revistas como a Cosmopolitan, confesso que aceitei o desafio desse ARC com um pé atrás, mas ela provou que entrega muito – pelo menos quando o assunto é plot twist.

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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