Michelle Abu te conta o que esperar do show de hoje à noite

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Com quase vinte anos de estrada, Michelle Abu é uma das percussionistas e bateristas mais requisitadas do Brasil. Para você ter uma ideia, a singela lista de artistas com quem já trabalhou inclui Lobão, Ira!, Elza Soares, Baby do Brasil e, recentemente, no A Curva da Cintura, projeto elogiadíssimo do Arnaldo Antunes com Edgar Scandurra e o maliense Toumani Diabaté. Tá bom ou quer mais?

Por falar nessa última parceria, Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra são alguns dos convidados em sua primeira empreitada solo, que resultou no álbum “#1”. Mostrando um rock com suingue e letras intimistas, recebeu ótimas críticas – tanto da imprensa quanto do público.

Hoje à noite, ela leva o “#1” pro SESC Consolação, prometendo uma noite regada no rock, com muita energia e pérolas do punk reinterpretadas por ela. Para entrar no clima, conversamos com a Michelle sobre o que esperar. Dá o play e olha só:

Além de acompanhar vários pesos-pesados da música na bateria e na percussão, você assumiu a guitarra e o vocal também para “#1”. Tem alguma preferência por algum dos instrumentos?

Nesse show, consegui reunir todos esses instrumentos pra não sentir saudades e nem ter que escolher preferidos! Além de guitarra e do violão, tem congas, timbal e tem uma música em que toco bateria e canto junto.

Por falar nessas parcerias, o CD contou com vários convidados. Será que veremos algum deles nos palcos?

Com certeza! Já estamos em contato com alguns lugares pra fazer shows com participações.

Tem alguma música do “#1” que você ache que soa melhor ao vivo ou que você goste mais de tocar?

Todas as músicas soam diferentes ao vivo. Sinto que o show está mais pancada, com mais pressão que o disco, e não tenho preferência entre elas.

Já adiantaram que você vai reinterpretar algumas pérolas punk. Pode contar pelo menos uma?

Faço releituras de bandas que me influenciam até hoje. Toco “Diversão”, do Titãs, “Até Quando Esperar”, da Plebe Rude, e “Bete Morreu”, do Camisa de Vênus. Todas com outros grooves, timbres e arranjos diferentes das originais. Talvez por isso soe mais punk. “Bete Morreu” acredito que seja a mais punk de todas.

Por falar nisso, quais seriam os três hinos punk que não poderiam faltar numa festa?

‪Seriam “Should I Stay or Should I Go”, do Clash, “Santa Igreja”, das Mercenárias e “Anarchy In The U.K.”, do Sex Pistols!

A gente (ainda) vive numa sociedade bem machista, mas sinto que estamos conquistando um espaço maior com o tempo – nos palcos, na mídia, num geral. Em turnê ou em estúdio, já rolou alguma situação chata com você relacionada a isso?

Na passagem de som, ainda hoje, alguns profissionais de montagem olham pra gente com indiferença. Mas quando começamos a tocar, isso passa rapidinho! rs…

Mas você sente uma abertura maior hoje em dia?

Nunca senti abertura por ser mulher, e sim por me dedicar e dar sempre o melhor de mim no que estou fazendo. As pessoas sentem isso, e isso sim abre caminhos.

Vamos? Anota aí na agenda:

Michelle Abu @SESC Consolação

Data: 10/04 (essa sexta-feira)
Horário: 21h
Local: Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque
Ingressos: R$30 (inteira)
R$15 (meia)
R$9 (credencial plena do SESC)

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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