Resenha: Com sangue – Stephen King

Com Sangue é o mais novo lançamento de Stephen King pela Suma aqui no Brasil, com tradução de Regiane Winarski, e é um livro com quatro contos.

O primeiro deles, O telefone do sr. Harrigan, acompanhamos um garoto com que consegue se comunicar com um senhor já falecido, para quem costumava ler livros, através de um iPhone velho que foi enterrado com ele. Já no segundo, como o próprio título diz, acompanhamos A vida de Chuck – e é um pouco assustador como o conto começa com o mundo em apocalipse, queimadas por todos os lugares, e como as pessoas seguem seu dia a dia quase como se nada tivesse acontecendo (lembra a vocês alguma coisa?). Com sangue é o terceiro conto e o que dá título ao livro, e aqui vamos acompanhar personagens que já conhecemos, e por isso mesmo é recomendado que pule este caso ainda queira ler a trilogia de Bill Hodges (temos resenha do primeiro livro por aqui!) pois contém spoilers. O último, intitulado Rato, acompanha um escritor que vai se isolar em uma cabana decidido a finalmente conseguir escrever seu primeiro romance, mas claro que as coisas não são tão fáceis assim.

Essa foi a minha primeira experiência com livro de contos do King e terminei agradavelmente surpresa. Apesar de acabar gostando bastante da maioria dos romances dele que eu leio, sempre acho que chega um momento da história que ele se alonga e se arrasta de maneira desnecessária, e temia que o mesmo acontecesse com os contos, mas fiquei feliz em não estar certa.

King já disse que todas suas histórias começam com um “e se”, e nesses contos conseguimos ver isso muito bem (“e se uma pessoa for enterrada com seu celular e ficasse presa a ele?”), com cada conto seguindo seu próprio ritmo e sua própria linguagem, e terminei bem curiosa para experimentar os outros livros de contos do King.

Nota: ★ ★ ★ ★ ★

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Bells Cavalcanti

Fiction is a lie that tells us true things, over and over

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