Resenha: The Same River Twice – Pam Mandel

Vontade de viajar, né? Com pouca ou nenhuma possibilidade disso acontecer ainda este ano, escolhi “The Same River Twice: A Memoir of Dirtbag Backpackers, Bomb Shelters, and Bad Travel” pela promessa de mochilões e rolês errados. O último, diga-se de passagem, minha especialidade. A combinação não poderia dar errado, certo?

Pois muito que bem. Recebi a cópia avançada do livro, previsto para lançamento em novembro, pela Skyhorse Publishing no NetGalley. Assinado por Pam Mandel, ele acompanha toda a jornada de autoconhecimento que levou a autora a virar escritora de viagens.

O problema começa aí. Mais inclinado à autobiografia que livro de viagens, a primeira metade do livro se arrasta entre relacionamentos ruins, um programa de intercâmbio para Israel e pitadas de autopiedade. Isso, aliás, não fica tão claro na sinopse – e me senti bastante enganada pelo rumo que a história toma e pela narração. Talvez, com outra apresentação, esse expectativa x realidade não teria pesado tanto.

Nada de dicas ou de reflexões sobre os lugares, ou mesmo muita conexão com eles. Só um desabafo pesado sobre um relacionamento abusivo que se estendeu por muito mais tempo do que deveria, com países parecendo meros planos de fundo.

Desnecessário completar que não foi uma leitura particularmente cativante. O mochilão, presente em poucos capítulos, diga-se de passagem, torna a história um pouco mais palatável e inspiradora, mas confesso que provavelmente teria largado o livro bem antes disso se não tivesse me comprometido a escrever uma resenha.

Nota: ★ ★

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Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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