Tudo o que a gente sabe sobre o disco novo do Blur

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Do inferno pro céu em quatro minutos e trinta e sete segundos: foi assim que o Blur fez seus fãs ganharem o dia com uma música nova and o anúncio de um disco inédito saindo do forno. A história pegou todo mundo de surpresa, mesmo porque, apesar de Damon não parar com seus mil projetos paralelos, o último do Blur mais um pouco estaria debutando.

Numa entrevista com o Zane Lowe para a BBC, direto de um restaurante chinês do Soho, a banda revelou uma pá de coisas. Toma esse resumão: o disco chama “The Magic Whip” e sai no dia 27 de abril. Ele foi produzido por Stephen Street, colaborador antigo que também trabalhou em “Modern Life Is Rubbish”, “Parklife” e “Blur”. Grande parte do disco foi gravada num “quartinho quente” em Hong Kong, em meio a um “paisagismo sônico”, daí a inspiração pro vídeo. Todo o processo de composição levou míseros cinco dias (sério, Blur, sério? E eu achava que procrastinar umas horinhas antes do trampo já era muito, imagina onze anos), depois entregaram tudo pro mago das produções.

Na entrevista, Damon comparou o material novo ao que David Bowie produziu na época em que estava em Berlin, explicando que é um “disco urbano”. Segundo Grahan Coxon, “pode não soar como o Blur clássico”, mas os “oh-oh-oh-oh”, como a gente viu, não faltaram. De tudo que deu para entender, “The Magic Whip” pode ser um álbum experimental.

Outro ponto são as letras. “Everyday Robots”, o disco solo do Damon, trouxe toda uma atmosfera intimista e foi a primeira vez em que ele escreveu sobre sua vida, seus sentimentos e o vício em heroína. Não seria surpresa alguma se “The Magic Whip” tivesse um toque mais pessoal. Coxon deu a entender que sim, mas Damon não chegou a afirmar. “Tudo está relacionado àquela ilha claustrofóbica com milhões e milhões de outras pessoas”.

“Fala sobre o momento que passamos por lá, o momentos que vivi, as 24 horas anteriores em que limparam as ruas dos protestos e minha experiência em Hong Kong com o Gorillaz. Tenho uma conexão emocional bem forte com a China. (O disco) Também me deu a oportunidade de escrever sobre minha visita à Coréia do Norte. É sobre nós e a relação que temos uns com os outros”.

Bom, se “Go Out” vale de indicativo, o Blur tá aí pra provar que uma banda antiga pode, sim, ser relevante hoje em dia, diferente de muitos coleguinhas que andam por aí só na caça ao tesouro.

Foto – BBC

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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