10 novos artistas saindo de Nottingham além de Jake Bugg

Vez ou outra, me deparo com um jornalista inglês dizendo que Jake Bugg saiu de Manchester, Sheffield ou Liverpool – porque é raro encontrar alguém famoso de Nottingham. Tipo quando a gente assume que as bandas nacionais são de São Paulo, Rio ou Brasília – porque a gente não espera uma banda vinda… Sei lá, do Acre.

Em Nottingham, o novo e o velho se encontram e se mesclam em perfeita harmonia – é um lugar onde a tradição dá espaço para a inovação. Na música, as coisas não são muito diferentes e aqui vão dez bandas e artistas vindos de lá, passados sob a curadoria da ótima Gigwise:

INDIANA

A artista mais recente a sair da cidadezinha para o mainstream é Indiana – que toca em todas as rádios inglesas e ganhou conta na Vevo. A mistura do vocal doce e hipnótico com o dark disco e uma série de outras influências resultam numa artista pronta para o sucesso. Seu álbum de estreia, No Romeo, sai no dia 13 de outubro e deve ocupar uma boa posição nas paradas de sucesso.

Para ouvir: “Solo Dancing”, “Heart On Fire”, “Shadow Flash”.

SLEAFORD MODS

Sem truques ou papo furado (e sem papas na língua também), o Sleaford Mods faz um som decente, abusando da atitude punk, mas por um bom motivo. Apesar de terem alfinetado Paul Weller e Miles Kane, foram pseudo apadrinhados por esse último.

Para ouvir:  “Tied Up In Nottz”, “Jolly Fucker”, “Job Seeker”.

RONIKA

Ronika não é exatamente nome novo na cena londrina, mas conseguiu demorar mais que a Azealia Banks para soltar um álbum de estreia – ou não, porque o da Ronika saiu em junho, já o da Azealia… Em homenagem à loja de discos preferida dos moradores de Notts, o álbum se chama “Selectadisc” e mostra todo o charme e ecletismo da cidade.

Para ouvir: “Forget Yourself”, “What’s In Your Bag”, “Only Only”.

FISTS

Com essa febre de bandas querendo recriar o Pavement, o Fists conseguiu seu “quê” a mais. Apesar de, óbvio, venerar o lo-fi, a banda traz algo de novo ao conjunto da obra. Eles seguem um esquema meio DIY – e fazem isso muito bem, diga-se de passagem. Se for procurar, aproveite para checar também os outros artistas da Hello Thor Records (e olha que ninguém pagou pelo merchan).

Para ouvir: “Ascending”, “Cockatoo”, “Go”.

SAINT RAYMOND

Indie pop destinado a grandes estádios. Se precisar de prova, acompanha: já abriu para o HAIM, foi produzido por Jacknife Lee, fez cover de Whitney Houston e um show esgotado no Scala, além de assinar contrato com uma gravadora grande.

Para ouvir: “I Want You”, “Brighter Days”, “Young Blood”.

I AM LONO

Juntando elementos da música eletrônica, do gótico e do synth-pop, I Am Lono abusa de uma fórmula batida para criar algo totalmente voltado para o futuro.

Para ouvir: “Too Bright”, “Simone”, “In Silence”.

DUSTY BIBLE & THE CANADIANS

Não se deixe enganar pelo nome, porque eles não tem nem a nacionalidade em comum com Justin Bieber. Com bom humor inegável e raízes no blues rock, transformaram o rio Trent no próprio Delta do Mississipi.

Para ouvir: “Cross”, “How Did It Come To This”, “Hell No”.

GREY HAIRS

Grey Hairs é mais uma das crias do Hello Thor (lembra do Fists lá de cima?). Quase um Frankenstein, é formada por integrantes de várias bandas locais. E mais: faz cover de Harry Nilsson.

Para ouvir: “Jump Into The Fire”, “Final Solution”, “White As Whispers”.

NINA SMITH

Doce e vulnerável, Nina Smith transita entre uma alma velha e toques de modernidade. Com o charme e a ambição, deve ir ainda mais longe.

Para ouvir: “Sexy Surprise”, “Love To Leave”, “Come Home”.

KOGUMAZA

Quando o kraut, drone e o Black Sabbath se encontram numa coisa só, o resultado é esse som.

Para ouvir: “Ursids”, “Cosmonauts”, “Swang”.

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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