“O mundo perdido” – Resenha

Vocês lembram do meu desejo da Aleph lançar logo a continuação de Jurassic Park em uma edição igualmente maravilhosa? A essa altura vocês já sabem que esse desejo foi realizado, em Junho para ser mais exato, mas só agora terminei a leitura.

Acho que antes de falar sobre esse livro é necessário falar sobre o filme. É de consenso geral entre os fãs que o segundo filme não é bom (quanto o terceiro, a gente finge que não existe). Para mim, o filme nunca foi absolutamente detestável e reassisti quase tantas vezes quanto assisti ao primeiro. Porém, eu nunca havia tido contato com o livro O mundo perdido.

Agora a história mudou.

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Todo mundo que veio falar comigo quando terminei o livro precisou me ouvir falar sobre como todos os filmes (isso mesmo, todos) foram arrastados para o lixo depois de O mundo perdido, livro. (Inclusive a nossa editora, que sempre tem que aguentar os surtos não solicitados.)

Se você só assistiu ao filme, não posso dizer que você conhece a história porque não acho que exista algo tão destoante do original no universo de adaptações quanto O mundo perdido e o seu filme. Claro, temos Ian Malcolm indo, novamente, para uma ilha cheia de dinossauros com outros cientistas, e um deles está mesmo interessado em estudar os animais em seu habitat natural, e temos Sara Harding. Mas as semelhanças param por aí.

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No livro, Ian passou os últimos anos fingindo que o desastre do parque dos dinossauros jamais aconteceu, John Hammond está morto desde o primeiro livro, a InGen faliu. Então aquela história de Hammond mandando os cientistas para a ilha para conseguir dados que permitam que ela se torne um santuário? Pode esquecer. O que acontece na verdade é que um novo cientista, Richard Levine, começa a acreditar nos rumores que existe mesmo uma ilha com dinossauros de verdade, um mundo perdido, e pede a ajuda de Malcolm, que está relutante mas concorda em ajudar caso ele consiga provas que a ilha, de fato, exista. Nas suas pesquisas e viagens, doutor Levine acaba preso na ilha e Malcolm, junto com Sara Harding, dr. Thorne, Eddie Carr e, claro, duas crianças, Arby e Kelly, vão correndo para a ilha a fim de resgata-lo.

Daí para frente, entraríamos em um mundo de spoilers. Mas vocês podem esperar muitas discussões sobre extinção e evolução (e como os seres humanos estão acabando com o mundo), dra. Harding soltando algumas sábias palavras sobre como as pessoas vão estar sempre tentando te derrubar, muitos dinossauros, e, ah, aquela cena ótima dos t-rex derrubando os trailers.

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A escrita de Michael Crichton continua tão viciante quanto no primeiro livro da duologia, e embora o começo possa parecer meio parado e entediante, fazendo você se perguntar quando eles vão para a ilha, quando os dinossauros vão aparecer, você não vai ficar decepcionado quando eles chegarem lá.

Muitas pessoas acham esse livro uma cópia mal feita do primeiro livro, e o que eu tenho para dizer para essas pessoas é: os dois livros seguem pessoas que vão parar em uma ilha com dinossauros, não tem como fazer algo completamente distinto quando o plot é idêntico, e se você sabe a sinopse, é ignorância esperar algo diferente do que o livro nos dá. Então, se você quer ler esse livro, tenha em mente que é uma história similar, contada de forma similar, mas ainda assim única.

Título: O Mundo Perdido
Autor(a): Michael Crichton
ISBN: 9788576573050
Editora: Aleph
Páginas: 463
Classificação: ★★★★★

Bells Cavalcanti

Fiction is a lie that tells us true things, over and over

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