O tom politizado e as origens ciganas em “Soldado”, nova música d’O Tarot

Se tem uma palavra que melhor descreve o som d’O Tarot em “Soldado” é liberdade. Liberdade de experimentar, liberdade de questionar, liberdade de se expressar – esperamos que por tempo indeterminado.

Foto: Thaís Mallon

Isso vem muito do próprio posicionamento da banda brasiliense, que se permite mesclar sonoridades e criar um verdadeiro espetáculo nos palcos, trazendo bases de caráter cênico e colocando em prática ensinamentos dos cursos e workshops de palhaçaria, mímica e teatro.

Na nova faixa, o gypsy jazz serve como base para um trabalho intrinsecamente brasileiro, intenso e politizado. E tem frase melhor para resumir um país que se rendeu aos memes em tempos de pandemia e crise que “A gente vai morrer de rir pra ninguém nos ouvir chorar”?!

Escrita em um 7 de setembro, ela narra a história fictícia de um militar que vai à guerra e morre em batalha. De outro plano, ele envia uma mensagem aos companheiros que esperam pela sua vez de embarcar rumo à barbárie.

Atualmente, O Tarot é formado pelos integrantes originais, Caio Chaim (vocal, violão e washboard) e Gemelli (acordeon e banjolão), junto a Tom Suassuna (violino e banjolão), Victor Neves (baixo) e Tavares (bateria).

Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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