Resenha: Chosen Ones – Veronica Roth

Tem um tempo que resolvi ler “A Nona Casa”, da Leigh Bardugo, assim: totalmente no escuro. A autora, assim como muitos outros, fez a transição do YA para uma fantasia que aborda temas pesados e atuais. E, com esse histórico, por que não dar uma chance pra estreia da Veronica Roth no mesmo universo adulto?

Para quem não lembra, ela é a responsável pela saga Divergente. Agora, lançou “Chosen Ones”, que inclusive já tem sua adaptação para o cinema acertada. Não bastasse o nome e as ideias originais para a distopia anterior, a premissa também pareceu atrativa: saber o que acontece depois do suposto felizes para sempre.

Em um mundo onde a mágica existe, mas não é totalmente dominada ou compreendida, um grupo de escolhidos derrotou o “Dark One” (não imagino como ficaria a tradução e nem vou me arriscar nessa), psicopata com poderes sobrenaturais. Ele criava drenos, quase como um terremoto ou um furacão de puro poder, onde quem fosse arrastado era literalmente destroçado em pedaços.

A história começa anos depois e mostra como todos os cinco, Matt, Sloane, Ines, Albie e Esther, foram afetados distinta e profundamente tanto pelo trauma quanto pela fama e por saber que o ponto alto de suas vidas já passou. Mesmo com a promessa de um livro isso é muito adulto, todas as ações e conversas poderiam ser de adolescentes, e esse acabou sendo um dos (poucos) pontos baixos para mim.

Narrada pelo ponto de vista de Sloane, acompanhamos na história o surgimento de um novo mal, e eles são arrastados para esse déja-vu. Sloane, por sinal, foi uma grata surpresa: uma personagem com camadas e camadas, que tenta ocultar sua vulnerabilidade e toma decisões impulsivas, mas totalmente possíveis dadas as circunstâncias.

É a partir da segunda parte que a leitura engrena de vez e novos personagens são apresentados. O Ressurrecionista, em especial, tem toda uma vibe Kylo Ren que torna quase impossível não querer acompanhar seu arco – mas a real é que se existe alguém que cabe certinho na descrição do personagem, esse alguém é o Hozier.

Apesar de todas as outras resenhas me contradizerem, o final ainda não me convenceu 100%. Porém, ainda que o livro dê início a uma nova saga, não tem aquele gancho que praticamente te obriga a ler o próximo. Então, se estiver na dúvida e não quiser se comprometer, pode ir na fé.

Aqui no Brasil, a autora é assinada pela Rocco, mas ainda não há previsão para uma tradução. Acabei lendo a versão digital em inglês, e para quem curte o formato, o audiobook ainda conta com a narração da Dakota Fanning.

Fotos: @Thebookorder

Nota: ★ ★ ★ ½

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Bruna Manfré

não é boa com descrições.

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